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Migração de dados para SAP S/4HANA: por que o cadastro decide o projeto

Migração de dados para SAP S/4HANA expõe a qualidade dos dados mestres. Entenda por que sanear o cadastro antes da carga decide o sucesso do projeto.

Paulo Cordeiro4 min de leitura

Poucos projetos expõem a qualidade dos dados de uma empresa como a migração de dados para SAP S/4HANA. O sistema novo chega prometendo velocidade, análises melhores e processos mais integrados, mas a base que vai ser carregada é a mesma de sempre: materiais duplicados, fornecedores cadastrados três vezes, clientes com CNPJ errado e descrições que ninguém entende. E aí mora o problema.

Migração de dados para SAP S/4HANA é o processo de transferir os dados de um sistema legado, na maioria das vezes o SAP ECC, para o novo ambiente S/4HANA. Na teoria parece um trabalho técnico de mover registros de um lugar para outro. Na prática, é o momento em que a empresa descobre o estado real dos seus dados mestres.

Com o encerramento do suporte mainstream ao SAP ECC previsto para 2027, esse projeto deixou de ser hipótese e virou prazo. E é justamente a pressa que costuma fazer as empresas repetirem o mesmo erro: migrar primeiro e arrumar depois. Quem já participou de um projeto sabe que dado ruim que entra no sistema novo não melhora sozinho. Ele só passa a atrapalhar mais rápido, agora dentro de uma plataforma mais cara.

Vou dar um exemplo comum. A área de compras tem o mesmo parafuso cadastrado com cinco descrições diferentes. No ECC isso já causava compra repetida e estoque inflado. Na migração, sem tratamento, esses cinco registros viram cinco materiais no S/4HANA. O relatório de gastos continua sem fechar, a inteligência artificial de previsão de demanda que a empresa queria usar recebe dados sujos e devolve recomendação errada, e o projeto que era para modernizar a operação só digitalizou a desordem antiga.

O ponto é que migração de dados para SAP S/4HANA não é um problema de sistema, é um problema de governança. Antes de carregar qualquer coisa, a empresa precisa responder o básico: quem é o dono de cada dado, qual é a regra de cadastro, o que é duplicidade, o que pode ser desativado e o que precisa ser saneado. Na prática, isso significa mapear os dados mestres de materiais, fornecedores e clientes, definir padrão de descrição, eliminar duplicidade e classificar corretamente antes da carga, não depois.

Empresas que tratam a migração como uma oportunidade de saneamento entram no S/4HANA com uma base mais limpa, menos registros e mais confiança nos números. As que tratam como cópia técnica levam junto todos os problemas antigos, agora com etiqueta de sistema novo.

A migração de dados para SAP S/4HANA é uma das poucas chances reais de recomeçar com o dado organizado. Vale a pena não desperdiçar.

É sobre esse tipo de decisão que trabalhamos na MDM Academy, a escola de governança e dados mestres da 4MDG. A MDM Academy forma profissionais de cadastro, compras, supply chain e TI para entender, na prática, como estruturar dados mestres, sanear bases e sustentar projetos como a migração para o S/4HANA sem repetir os erros de sempre. Se você quer desenvolver essa competência e se conectar com quem vive esses desafios todos os dias, vale conhecer a MDM Academy e entrar no Clube dos Dados.

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